Este foi para mim, o livro mais difícil de ler até hoje.
Sofri muito ao longo das páginas de "O Xará" onde cada pensamento de Gógol me chateava enormemente. Tive com este, a primeira experiência de me sentir extremamente amargurada durante uma leitura. A minha afetação era tal, que me doía até fisicamente, chegando, inclusive, a procrastinar a leitura e a abandoná-la por alguns dias.
O fato é que "O Xará" é um livro bonito demais!
Jhumpa Lahiri tem uma sensibilidade para escrever que me comoveu muito e eu não conseguia passar por mais do que três ou quatro páginas sem me emocionar.
Este livro é um romance de formação onde acompanhamos a história de Gógol desde antes do seu nascimento até a fase adulta. Com isso, tive a oportunidade de me aproximar tanto dos personagens ao ponto de sentir muita empatia pelos mesmos. Gógol não teve uma vida difícil, não passou por sofrimentos além do que nós todos podemos passar, porém, o que me cativou foi o quanto ele era humano: tinha suas dúvidas, seus anseios, seus pensamentos quase sempre nada nobres. Ele não era propriamente estadunidense, mas menos ainda, indiano; faltava-lhe um lugar para se encaixar o máximo possível. Ao longo do livro, creio que ele descobre este lugar e repensa todos seus pontos de vista. Acho que isso é amadurecer. Se fosse possível, gostaria de "desler" este livro, só pelo prazer de poder lê-lo novamente como se fosse a primeira vez, e talvez, de novo e de novo...
Nome: O Xará (The Namesake)
Autora: Jhumpa Lahiri
País: Índia
Editora: Biblioteca Azul - Tag Livros
Tradutor: Rafael Mantovani
Páginas: 336
Nota: 5/5
Editora: Biblioteca Azul - Tag Livros
Tradutor: Rafael Mantovani
Páginas: 336
Nota: 5/5

Comentários
Postar um comentário